segunda-feira, 16 de junho de 2008

A INFLAÇÃO EMPURRA PARA CIMA AS TAXAS FUTURAS DE JUROS

A ameaça da escalada inflacionária empurra as taxas de juros para patamares mais elevados. Torna-se importante observar a movimentação, porque as aplicações de renda fixa a médio e longo prazo tende a ser melhor remuneradas do que as de curto prazo.

O mercado elevou pela quarta semana consecutiva a previsão da taxa Selic para este ano de 14% para 14,25%, segundo divulgação, hoje, no Boletim Focus, levantamento semanal feito pelo Banco Central junto a 100 instituições financeiras com as previsões para os principais indicadores do País. Para 2009, o mercado também elevou a estimativa da taxa de 12,50% para 12,75% ao ano.

O mercado também revisou a previsão do crescimento da economia brasileira para este ano de 4,77% para 4,80%, na quinta elevação consecutiva. Para 2009, a
estimativa do PIB foi mantida em 4% pela décima semana consecutiva.

Para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) em doze meses, o mercado elevou a estimativa de 4,81% para 4,93%, acima do centro da meta de inflação oficial do Banco Central (4,5%). Para o fim deste ano, o mercado estima que o IPCA tenha alta de 5,80%. A projeção, 0,25 ponto percentual acima da apontada no Boletim Focus anterior (5,55%) é a décima segunda elevação seguida. Para ao encerramento de 2009, a estimativa também foi elevada de 4,6%
para 4,63%.

As instituições consultadas mantiveram a projeção para a taxa de câmbio no final deste ano em R$ 1,70 por dólar e reduziram a expectativa para o ano que vem, de R$ 1,78 por dólar para R$ 1,77 por dólar.

A projeção para o saldo positivo da balança comercial brasileira em 2008 foi elevada de US$ 23 bilhões para US$ 23,35 bilhões. Para 2009, o superávit previsto foi elevado de US$ 15 bilhões para US$ 15,61 bilhões.

Em relação ao déficit em conta corrente, o mercado aumentou pela terceira semana consecutiva a estimativa de US$ 22,9 bilhões para US$ 23 bilhões. Para 2009, a previsão do saldo negativo em conta corrente déficit também subiu de US$ 30,35 bilhões para US$ 30,95 bilhões.

Para o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto em 2008, o mercado também elevou as expectativas de US$ 33 bilhões para US$ 34,15 bilhões. Para o próximo ano, a previsão de investimentos externos foi mantida em US$ 30 bilhões, pela quinta semana consecutiva.

Para a relação Dívida Pública Líquida/ PIB, o mercado reduziu a expectativa de 41,15% para 41,10% das riquezas produzidas no país. Para o ano que vem, a estimativa foi mantida em 40%.

Em relação às expectativas de elevação da taxa básica de juros Selic, o mercado manteve a projeção de 0,5 ponto percentual na próxima reunião do Copom, em julho, para 12,75%.

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