O comportamento das ações na BOVESPA, no período mais recente, tem suscitado dúvidas e insegurança dos investidores, principalmente daqueles que acompanham a movimentação diária e ao perceber que no período de maio a setembro de 2008 o índice recuou mais de 30%.
Frequentemente ouvimos a pergunta, O que está acontecendo com as empresas brasileiras? Se avaliarmos os resultados do 2º e 3º trimestre, percebemos que, com algumas exceções, o desempenho está melhor ou igual ao mesmo período de um ano atrás.
O Método INI ensina que o investimento em renda variável, Bolsa de Valores, precisa ser feito objetivando o resultado a longo prazo, mas mesmo adotando a metodologia, há aspectos que precisam ser observados, considerando a globalização dos mercados de renda variável, principalmente quando há situações adversas em outros paises com capacidade de influenciar o comportamento de uma grande parte dos investidores.
Vários aspectos devem ser avaliados como atributos para detectar as razões que possam ajudar a compreender o comportamento em determinado momento:
1) Se compararmos o VPA, Preço da Ação e o P/L, concluímos que algumas ações como, PETR, VALE, GGBR e USIN, ainda tem possibilidades de cair mais, porque estão caras em relação ao VPA, e o P/L está acima do P/L de um ano atrás, exceção a GGBR e USIN, no grupo de ações avaliadas.
2)Se compararmos o VPA, o Preço da Ação e o P/L, dos Bancos (BBDC, ITAU e BBAS), SDIA e PRGA, o Preço da Ação, está distante do VPA, mas o P/L caiu bastante no último ano (Ago/07 a 05/09/08).
3) Outros aspectos que merecem ser avaliados são: a evolução das vendas e do lucro, comparados com a evolução do preço, em período semelhante. Várias ações, conforme tabela, ainda estão com seus preços acima do crescimento do faturamento e lucro, nos últimos cinco anos.
A analise dos dados coletados revela que os investidores acreditam que as empresas têm grande potencial para o futuro, porque com exceção de algumas como (VALE5 e CPLE6), as demais da tabela estão com os preços acima do crescimento das vendas e do lucro, na evolução dos últimos cinco anos.
Como há fatores externos, globalização da economia e dos mercados, também há reflexos que não dependem do desempenho das Companhias, porem considerando a reversão dos ciclos de alta e de baixa, a cada 33 meses, é possível que a baixa ainda possa perdurar mais algum tempo, considerando que o último ciclo durou um período maior que 33 meses.
Veja o quadro abaixo:
domingo, 14 de setembro de 2008
PORQUE PRECISAMOS PRESTAR MAIS ATENÇÃO NO MERCADO DE AÇÕES
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